ENQUADRAMENTO
A realidade prisional engloba imensos comportamentos desviantes, tais como: roubos, ameaças de morte, agressões a reclusos e staff, violações, tráfico e consumo de drogas, tentativas de fuga, entre outros, fazem parte do dia-a-dia prisional. Logo, não existe comportamento mais disfuncional do que um comportamento suicidário.
Para Toch, os comportamentos suicidários refletem o maior dos sofrimentos entre reclusos. Mas alguns desses comportamentos não se correlacionam positivamente, com intencionalidade suicida, pelo contrário são lesões físicas pouco letais, limitadas a cortes ou aranhões superficiais, que pressupõe calculismo e capacidade reivindicativa.
O fenómeno suicidário nas prisões desafia explicações simplistas, ou seja, não existe uma simples conjugação estável de fatores quer sejam culturais, psicológicos ou sociológicos.